segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aeroporto de Congonhas terá táxi de luxo, com tarifa maior


19/8/2010
Folha de S.Paulo

Nas próximas semanas, a fila de táxi no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, terá uma nova opção.
          
Com tarifa 50% maior-e filas, provavelmente, mais curtas- táxis de luxo começarão a parar em um ponto instalado no local.
          
O ponto, com quatro vagas, foi autorizado pela prefeitura em abril e, agora, o Departamento de Transportes Públicos está finalizando o edital para sortear 20 taxistas que poderão atuar ali.
          
Na capital, existem hoje cerca de 150 taxistas cadastrados na categoria. Augustinho Ribeiro, 55, é um deles.
          
Trilíngue, ele dirige um Ford Fusion 2008, com GPS, poltronas de couro e vidros escuros. Aceita todos os cartões de crédito e débito e agenda corridas com seu celular BlackBerry.
         
Em troca das comodidades, o cliente paga uma tarifa 50% maior que em um táxi comum. Em relação ao especial, desembolsa 20% a mais.
          
O celular toca e, em inglês, Ribeiro fecha uma corrida até Jaguariúna (135 km de SP) por R$ 500. No táxi comum, a viagem custaria R$ 335.
         
Segundo o taxista, o perfil mais comum de seus clientes é de executivos, boa parte estrangeiros, em SP para negócios, que querem senti-lo como seu motorista particular.
          
São mais reservados e gostam da privacidade dos vidros escuros para usar o laptop. No entanto, podem ser também pessoas apressadas, dispostas a pagar mais para evitar as filas maiores.
          
Há 15 minutos na fila do táxi especial, o executivo Ricardo Garcia, 42, diz que está com pressa e pagaria pelo táxi de luxo se ele estivesse ali.
          
Já o economista Ricardo Haak, 35, aguarda na fila do táxi comum e afirma que não pagaria a mais pelo serviço de luxo. "A fila anda rápido, gasto só 10 minutos aqui."

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Achar Táxi Amigão é cada vez mais difícil






Dos 37 pontos visitados pela reportagem, 24 estavam vazios ou serviam de estacionamento; 234 motoristas já deixaram o programa

10 de agosto de 2010 | 0h 00 - O Estado de SP

Os carros do Programa Táxi Amigão estão sumindo das ruas paulistanas oito meses após a Prefeitura lançar o projeto. Entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado passado, a reportagem visitou os 37 pontos do serviço no centro e em bairros nobres da cidade. Vinte e quatro deles estavam vazios ou serviam de estacionamento para veículos comuns. Outros três, em Moema, no Itaim-Bibi e na Vila Madalena, deixaram de existir.
O Amigão começou a valer em 4 de dezembro de 2009 e tem o objetivo de incentivar motoristas a não dirigirem embriagados. Ele prevê a redução de 30% na tarifa das corridas nas noites de sexta-feira, sábado e véspera de feriados. Para verificar o funcionamento dos pontos, a reportagem entrevistou trabalhadores de estabelecimentos comerciais próximos a eles e permaneceu pelo menos 10 minutos em cada endereço.
"Só para um taxista aqui. Ele fica meia hora e vai embora", disse o manobrista Jhonattan Augusto de Oliveira, de 18 anos. Ele se referia ao ponto no início da Alameda dos Pamaris, em Moema, zona sul. O quadro era semelhante na Rua Canário. "Nunca vi esse Táxi Amigão", disse o atendente Gilson dos Reis Santos, de 35 anos.
Na Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, em Pinheiros, zona oeste, as vagas do ponto eram preenchidas por um Golf preto e uma caçamba. O problema se repetia na Rua Vupabussu. "Nunca tem (Táxi Amigão). A maioria dos clientes pede táxi e tenho de ir até a Av. Pedroso de Morais para chamar ", reclama Almenes Santana, de 29 anos, porteiro do restaurante Le Petit Trou.
No Itaim-Bibi, zona sul, o que deveria ser um ponto de Táxi Amigão na Rua Joaquim Floriano, 123, virou estacionamento de carros particulares. A placa foi roubada há duas semanas, segundo um guardador de carros. "É um ponto inútil. Nunca para táxi aqui. Como não tem fiscalização, alguns motoristas estacionam", disse o rapaz, que não quis se identificar.
Perto dali, na Rua Manuel Guedes, o ponto era utilizado por um taxista que não aderiu ao programa. "Não tem posto de gasolina amigão, mecânico amigão, pneu amigão. O cara vai para o bar, paga R$ 7 numa lata de cerveja e quer economizar com táxi?", reclamou o motorista, sem se identificar.
Nos pontos, era comum flagrar táxis sem a identificação do Amigão: o luminoso verde e os adesivos fixados no para-brisa e no vidro traseiro. A maioria dos motoristas alegou ter esquecido de ambos.
A Secretaria Municipal de Transportes informou que 234 taxistas saíram do programa, todos motoristas de frota. Ao deixarem as empresas, eles são desligados do Amigão. Hoje, há 2.569 taxistas credenciados. No total, são 80 pontos.

COMO FUNCIONA
Horário
O desconto é oferecido por taxistas credenciados das 20h às 6h às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados.
Identificação
Os táxis cadastrados no programa circulam com o luminoso
verde e o símbolo do Amigão no para-brisa e no vidro traseiro.
Tarifa
Deve ser cobrado o valor da bandeira 1: R$ 2,10 por quilômetro rodado. Nos táxis comuns vale a tarifa da bandeira 2, de R$ 2,73 por quilômetro rodado.

Retorno financeiro não se concretizou, dizem taxistas
Para taxistas, a adesão não deu o retorno financeiro esperado pois não há demanda suficiente para compensar o desconto.
"Não há divulgação. A Prefeitura criou um programa que ninguém conhece", observa o taxista Amauri Félix de Araújo, de 45 anos. "Financeiramente, não está mais valendo a pena", diz Sérgio Ricardo Custódio, de 47 anos.
Os motoristas dizem que a Prefeitura não cumpriu promessas como a prioridade em sorteio de alvarás. A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) afirmou que prometeu o sorteio de vagas em 62 pontos, e não de alvarás.
"O taxista só vai dar o desconto se tiver vantagem. E o cliente não cobra porque não acredita no programa", diz Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo. 

sábado, 7 de agosto de 2010

Insatisfação com o serviço prestado por taxistas gera uma queixa a cada 4 horas

07.08.10 às 02h54 - O Dia


Taxímetro adulterado e descortesia dos motoristas são falhas apontadas. Maus condutores podem perder permissão, alerta prefeitura

Rio - Mau comportamento e cobranças indevidas tornaram os taxistas cariocas o alvo preferido das reclamações recebidas pela prefeitura neste ano. No primeiro semestre, foram 203 denúncias em média por mês, ou uma reclamação a cada quatro horas. No mesmo período de 2009, a média mensal foi 189 — 14 queixas a menos. Com a intensificação da fiscalização em março, o número de punições a motoristas de praça subiu, mas a reação dos passageiros revela que, para o serviço melhorar, ainda há um longo caminho a percorrer.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Fila de táxis no Aeroporto Santos Dumont, no Centro: terminal é um dos pontos de fiscalização da Subsecretaria de Fiscalização de Transportes | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
administrador paulista Ciro Ronchizel, 36 anos, vem sempre ao Rio e recentemente teve péssima experiência num amarelinho: teve de pagar R$ 20 por corrida de só 2,3 km, do Aeroporto Santos Dumont à Cinelândia, no Centro.

“Falei para o taxista que fazia o mesmo caminho toda semana, pagando só R$ 9, mas não adiantou. O taxímetro parecia estar adulterado. É um absurdo”, desabafou, lembrando que, apesar da maior tarifa cobrada em São Paulo, a qualidade do serviço lá é superior.

A falta de cordialidade no atendimento e cobranças extorsivas encabeçam a lista de denúncias feitas à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Transportes (2286-8010). Em média, são seis queixas por dia. Todas são encaminhadas à Controladoria, que adverte o motorista. Os reincidentes podem perder a permissão. “É importante o usuário fornecer o máximo de dados possíveis para podermos agir”, ressaltou o subsecretário de fiscalização de Transportes, Eduardo Frederico Cabral.

Segunda-feira, o Detran abre as inscrições de curso de capacitação para taxistas, conforme O DIA anunciou terça. Visando ao treinamento dos profissionais para receber turistas na Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, o objetivo é melhorar a relação com o passageiro. Nas ruas, a Subsecretaria de Fiscalização, criada em fevereiro, tenta frear as irregularidades com operações diárias em cartões-postais, Rodoviária Novo Rio, aeroportos, Quinta da Boa Vista e Lapa à noite e nos finais de semana. 

De março até dia 5, 30% dos 2.519 veículos vistoriados foram apreendidos ou lacrados. Os fiscais detectaram, principalmente, ausência do Certificado de Licenciamento e atuação de piratas.

A ação de cooperativas piratas também preocupa. O vice-presidente da Comissão de Transportes da Alerj, deputado Dionísio Lins, vai solicitar à PM e ao Detran a realização de blitzes-relâmpago para identificá-las e fechá-las. A direção do Sindicato dos Taxistas do Município não foi localizada para comentar o caso.

Teste de direção no Autódromo e passeio a cartões-postais 


Situações de perigo vividas pelos motoristas no dia a dia do trânsito carioca serão reproduzidas nas aulas de direção defensiva do curso “Táxi! Corrida para o futuro”, que o Detran inicia no próximo dia 16. A perícia e a habilidade dos profissionais serão colocadas à prova nas pistas do Autódromo de Jacarepaguá, onde será montado circuito com obstáculos.

O teste será uma das últimas etapas do curso, previsto para terminar no fim de dezembro. As aulas teóricas serão de Legislação de Trânsito e Inglês. Os alunos ainda serão levados para um passeio pelos principais cartões-postais do Rio, onde poderão aprender noções básicas de Turismo. A relação de pontos a serem visitados está sendo fechada pela Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio (Faetec), que apoia o projeto com a Uerj.

“O curso vai contribuir não só para recebermos melhor os visitantes na Copa e nos Jogos Olímpicos, mas também para termos um trânsito mais seguro e um serviço de táxis com mais qualidade”, observou a coordenadora de Educação do Detran, Janete Bloise, que estuda a possibilidade de, a partir do ano que vem, apresentar proposta para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) torná-lo obrigatório.

Por enquanto, a inscrição é voluntária e gratuita. São oferecidas 100 vagas. O regulamento está disponível no portal www.detran.rj.gov.br.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Além de PMs, agentes são acusados de participação em máfia de taxistas no Tom Jobim

CORRUPÇÃO


Publicada em 02/08/2010 às 23h02m
Selma Schmidt - 02/08/2010 - O Globo
    RIO - Um motorista de táxi comum, não filiado às cooperativas Aerocoop e Aerotáxi, buzina e joga R$ 20, embrulhados num papel com o número da placa de seu carro, no canteiro do lado esquerdo do setor de embarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim. O ritual faz parte do esquema de propina montado no local de dia e à noite e revelado ao GLOBO pelo taxista X., que tem o nome preservado por razões de segurança. Ali, na madrugada de 7 de julho, Kleber Luís Oliveira da Rosa foi agredido por outros taxistas após deixar passageiros e tentar fazer outra corrida. Segundo X., o esquema envolve guardas municipais e PMs, embora o taxista garanta que nem todos os agentes e policiais no aeroporto participem dele. Um guarda, que também é motorista de táxi, seria um dos quatro (dois de dia e dois à noite) controladores da caixinha.
    De acordo com X., cerca 50 taxistas têm que pagar, todos os dias, R$ 20 para esperar passageiros em pontos informais no setor de embarque dos terminais 1 e 2, para não serem multados em 120 Ufirs (R$ 242) por estacionamento em local proibido nem perderem cinco pontos na carteira de habilitação. Taxistas que aparecem no local eventualmente, apenas para fazer uma corrida, desembolsariam R$ 5. Nos dois turnos, seriam recolhidos, por dia, pelo menos mil reais de propina, valor pouco inferior aos salários iniciais de um guarda municipal (R$ 1.171,14, incluindo adicional de risco) e de um PM (R$ 1.402,51, com gratificação).
    - Os amarelinhos que não são da Aerotáxi e da Aerocoop conseguem cinco, seis corridas por dia. Em média, fazem entre R$ 150 e R$ 250 e, às vezes, têm que deixar mais de 10% de caixinha para poder trabalhar - conta X.
    No setor de desembarque dos dois terminais, há placas delimitando vagas para táxis especiais e comuns. Oficialmente, a Secretaria municipal de Transportes informa que não há exclusividade para estacionar nessas vagas. Na prática, no entanto, nos espaços destinados aos táxis convencionais só entram os 176 cooperativados da Aerocoop e os 192 da Aerotáxi.
    Infraero diz só controlar especiais
    Os presidentes das duas cooperativas negam que haja caixinha e alegam que o direito de parar ali foi dado a eles pela Infraero. Segundo o superintendente no Tom Jobim, André Luis Marques de Barros, a Infraero não emite selos para os para-brisas e possui apenas um cadastro informal dos filiados das duas cooperativas. Ele acrescenta que a Infraero tem contrato apenas com cinco empresas de táxis especiais (Coopatur, Coopertramo, Cootramo, Transcoopass e Transcootur) para que mantenham balcões dentro do aeroporto, tendo cadastrado seus 1.111 motoristas. Ainda haverá licitação para abrir espaços também para cooperativas de táxis comuns
    Leia a íntegra desta reportagem em O Globo digital (disponível somente para assinantes)
    Leia mais:Tabela de preços cobrados pelos taxistas no Rio
    Taxi Convencional