terça-feira, 19 de maio de 2015

Taxistas querem usar pista exclusiva do Move

19/05/2015 - O Tempo - BH

Discutida ontem em audiência na Câmara da capital, a circulação de táxis com passageiros em pistas exclusivas do Move de Belo Horizonte ainda não é consenso. A medida foi defendida pela categoria, com base em estudo encomendado pelo Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir-MG). "Funcionava bem assim antes. Após a conclusão das obras do Move, o táxi foi retirado", disse Ricardo Faedda, presidente do Sincavir. Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário da Casa, que fez o debate, o vereador Preto (DEM) avalia a medida como insegura. "O ônibus do Move pesa 30 mil kg, não para".

A ideia é compartilhar a pista da direita, em um primeiro momento, na avenida Antônio Carlos, que tem duas faixas de pista do Move em cada sentido em toda a extensão. A proposta objetiva principalmente viabilizar viagens de táxi para a Cidade Administrativa e o aeroporto internacional de Confins pelas faixas do Move. "O tempo de viagem para Confins passaria de uma hora e 30 minutos para 40 minutos, o que baratearia a corrida em até 20%", disse Faedda.

O uso das faixas seria ampliado gradativamente a outras avenidas. Autor do estudo de viabilidade, o engenheiro de trânsito Nelson Prata disse que a questão é de direito. "O táxi é um serviço público como o ônibus".

Debate. O vereador Preto demonstrou preocupação com a segurança. "Ja barramos vários projetos. Precisamos de estudos técnicos que garantam a segurança", disse.

O Sincavir rebate. "Por que nas pistas compartilhadas não há risco e na Antônio Carlos há?", questiona Faedda. "O ônibus Conexão Aeroporto não foi construído para fazer uso da via e faz, privilégio que precisa ser questionado", reforça o vereador Professor Wendel (PSB), que convocou a audiência. Ele disse que vai levar o projeto ao prefeito e à Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). A iniciativa, no entanto, precisa partir do Executivo – a Câmara não tem poder para propor a alteração.

Convidada para a reunião, a autarquia de trânsito não enviou representante nem respondeu por que veta o compartilhamento da pista, e informou que não vai se posicionar sobre a proposta.

Perfil

Conexão. Com cerca de 8 km de extensão, a avenida Antônio Carlos liga a Lagoinha à lagoa da Pampulha, cruzando vias como Anel Rodoviário e avenidas Abrahão Caram e Bernardo Vasconcelos.

O que recomenda o estudo

Acesso. Estabelecimento de sete pontos de entrada e saída de táxis na avenida Antônio Carlos, devidamente sinalizados vertical e horizontalmente.

Simulação. Treinamento dos taxistas e teste do acesso por esses pontos para verificar funcionamento da medida.

Sem parar. Proibição de parada dos táxis para embarque e desembarque de passageiros dentro dos corredores.

Ocupação. Táxis poderão trafegar apenas com passageiros, e serão controlados pela Central de Operações da BHTrans – possivelmente por GPS.

Divisão. Táxis andarão na pista da direita, evitando ultrapassagem e dando preferência aos ônibus do Move.

Emergência. Montar plano de atendimento de emergência aos táxis, incluindo o uso de reboque em caso de defeitos em veículos.

Restrito. Acesso limitado a taxistas sindicalizados, e criação de canal interativo com a BHTrans para permitir aplicação de penalidades a taxistas que desrespeitarem os termos de permissão.

domingo, 10 de maio de 2015

Tradicional táxi londrino será elétrico em 2018

09/05/2015 - O Globo


Os ortodoxos táxis pretos de Londres estão para sofrer uma transformação radical: até 2018, ganharão uma versão híbrida tipo plug in. Serão veículos elétricos, com baterias carregadas por meio de tomada e o auxílio de um pequeno motor a gasolina para aumentar a autonomia.

Desde 2013, a London Taxi Company pertence ao grupo chinês Geely (dono também da sueca Volvo). A produção dos black cabs híbridos se dará em uma nova fábrica, em Ansty, na Inglaterra. Para tanto, a Geely fará um INVESTIMENTO de £ 250 milhões - o equivalente a R$ 1,13 bilhão.

O novo táxi se chamará TX5 e manterá a tradicional silhueta dos atuais TX4 equipados com motor turbodiesel da italiana VM Motori. É um design que descende diretamente dos Austin FX4 (1958-1997).

Londres é uma das cidades mais empenhadas em apoiar os carros elétricos para reduzir emissões. Desde o início deste ano, outro modelo de táxi híbrido plug in já roda pelas ruas da capital: são os Metrocab, da rediviva Frazer-Nash. Esses black cabs pós-modernos são capazes de rodar 600km entre cada recarga na tomada. Tamanha autonomia só é possível com a ajuda de um motorzinho 1.0 a gasolina que serve como gerador - o consumo do combustível fóssil fica na casa dos 40km/l.

Você acha que táxis "emissão-zero" são coisa nova? Pois saiba que, em 1897, carruagens eletricas Bersey já levavam passageiros (dois de cada vez) pelas ruas da Inglaterra vitoriana. Eram 75 táxis que rodavam à velocidade máxima de estonteantes 15km/h em absoluto silêncio e sem vibrações, fumaça ou vapor.

O problema era, desde então, a autonomia reduzida: apenas 50km entre as recargas. Daí que a fábrica Bersey saiu de cena em 1899 - quatro anos antes de os primeiros táxis a gasolina chegarem às ruas de Londres!


sábado, 2 de maio de 2015

Justiça de SP determina suspensão do aplicativo Uber no Brasil

30/04/2015 -  O Estado de SP

A Justiça de São Paulo concedeu liminar em favor do sindicato de taxistas do Estado determinando a suspensão das atividades do Uber no Brasil sob pena de multa diária de R$ 100 mil. O aplicativo é uma plataforma que conecta passageiros a motoristas particulares, que podem ser acionados pelo celular.

Em nota, a Uber disse que não foi notificada sobre essa decisão."Reforçamos publicamente nosso compromisso em oferecer aos paulistas uma alternativa segura e confiável de mobilidade urbana", diz o comunicado.

A liminar determina também que o Uber suspenda suas atividades na cidade de São Paulo. A multa é limitada, por ora, a R$ 5 milhões. A decisão, proferida pelo juiz Roberto Luiz Corcioli Filho, da 12a Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na terça-feira, 28, determina ainda que Google, Apple, Microsoft e Samsung deixem de fornecer o aplicativo em suas lojas online e que "suspendam remotamente os aplicativos Uber dos usuários que já o possuam instalado em seus aparelhos celulares".

No País, apenas a versão executiva do serviço (Uber Black) está disponível e os motoristas credenciados atendem somente em quatro cidades: Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, o valor mínimo de uma viagem é de R$ 10,00. A tarifa base é de R$ 5,00, mais tarifas adicionais de R$ 0,40 por minuto rodado e R$ 2,42 por quilômetro percorrido.

Para se cadastrar como motorista do aplicativo, o candidato precisa possuir veículo próprio com menos de cinco anos de uso, ter carta de motorista com registro habilitado para exercer atividade remunerada e não possuir ficha criminal. No caso do serviço Black - o único disponível no País -, os veículos precisam ser de luxo.

A liminar veio depois que taxistas de várias cidades do país fizeram uma grande manifestação no início deste mês contra o aplicativo que conecta motoristas profissionais e usuários em busca de transporte. Na ocasião, a empresa norte-americana afirmou que "os brasileiros devem ter assegurado seu direito de escolha para se movimentar pelas cidades".

"O Uber ressalta ainda que não é uma empresa de táxi, muito menos fornece este tipo de serviço, mas sim uma empresa de tecnologia que criou uma plataforma tecnológica que conecta motoristas parceiros particulares a usuários que buscam viagens seguras e eficientes", disse a companhia por ocasião dos protestos.