domingo, 12 de dezembro de 2010

Deputados aprovam regulamentação da profissão de taxista

09/12/2010 - CNT - Marina Severino

Foto:André Banyai - Divulgação

Nessa quarta-feira (8), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3232/04, que regulamenta a profissão de taxista. A proposta, que tramitava em última instância, foi apresentada em 2004 pelo então deputado Confúcio Moura.

O projeto aprovado pelos deputados modifica a Lei 6094/74, que definia as regras para a contribuição à Previdência Social. Diferente da lei, o PL 3232/04 especifica regras de pagamento dos taxistas autônomos aos motoristas auxiliares. De acordo com o texto, o autorizatário do serviço de táxi ainda poderá cadastrar, como eventual substituto, outro profissional, além dos dois auxiliares.

“O projeto é bom. Tivemos um diálogo proveitoso com os deputados. O texto aprovado como substitutivo (apresentado por Edgar Moury, do PMDB-PE) é muito positivo”, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Taxistas e Transportadores Autônomos de Passageiros (Fencavir), Edgar de Souza.

O projeto de lei, que segue para aprovação do Senado, também regulamenta a contribuição de INSS pelos auxiliares. Se aprovada a proposta, o autorizatário do veículo se torna legalmente responsável pelo recolhimento do tributo e pela contratação do auxiliar. 

No contrato de trabalho deverão constar, obrigatoriamente, as obrigações e as responsabilidades das partes contratantes, a data do pagamento e a remuneração, assegurado o piso remuneratório ajustado entre os sindicatos da categoria.

Para o relator do projeto, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), a novidade suprime “um vácuo legislativo que, por vezes, tem gerado, dentre diversos outros tipos de problemas, abusos de ordem social, trabalhista e humana.”

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Táxi na estação funciona em 32 estações da CPTM

26/10/2010 - CPTM Notícias

"TÁXI NA ESTAÇÃO" FUNCIONA EM 32 ESTAÇÕES DA CPTM

Você sabia que a CPTM tem um serviço que facilita o acesso a táxis em 32 estações? Trata-se do programa "Táxi na Estação", que visa oferecer aos usuários a possibilidade de complementarem o trajeto de táxi, de uma forma simples e rápida,

Nas estações Cidade Jardim, Santo Amaro e Morumbi, o táxi pode ser solicitado a partir de um aparelho similar a um interfone instalado em área visível e devidamente identificado. Por meio do equipamento, os usuários podem chamar, gratuitamente, um táxi do ponto mais próximo à estação. 

Já nas outras 29 estações, como há um ponto logo na saída da estação, existe comunicação visual indicando como chegar até os táxis. 

O programa "Táxi na Estação" tem como objetivos ampliar a segurança e a comodidade do usuário, bem como integrar os meios de transporte, diminuindo o trânsito na cidade. A ideia é oferecer mais uma facilidade ao usuário, que tem a opção de completar o seu percurso de táxi.

Veja onde é possível acessar táxis na CPTM:

Linha 7
Jundiaí
Luz

Linha 8
Júlio Prestes
Barra Funda
Imperatriz Leopoldina
Gen. Miguel Costa
Carapicuíba
Barueri
Jandira

Linha 9
Osasco
Cidade Universitária
Pinheiros
Hebraica - Rebouças
Vila Olímpia
Granja Julieta
Cidade Jardim [com telefone]
Santo Amaro [com telefone]
Morumbi [com telefone]

Linha 10
São Caetano
Tamanduateí
Santo André
Mauá
Guapituba
Rio Grande da Serra

Linha 11
Tatuapé
Ferraz de Vasconcelos
Poá
Jundiapeba
Mogi das Cruzes

Linha 12
Jardim Helena - Vila Mara
Eng. Manoel Feio
Calmon Viana

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Aeroporto é palco de brigas e ameaças

25/10/2010 - Jornal do Commercio (PE)

O Aeroporto Internacional do Recife é palco de uma verdadeira guerra entre taxistas. De um lado estão os motoristas cadastrados, de tarifa comum ou especial. Do outro, ficam 60 taxistas que alegam rodar na região há muito tempo e que ficaram de fora da seleção feita pela Prefeitura do Recife na época de João Paulo. Segundo os taxistas cadastrados, a desavença já chegou as via de fato, com brigas e ameaças entre os grupos. No meio, estão os clientes, incluindo turistas de toda a parte do mundo, que são avisados constantemente pelas caixas de som do aeroporto para não pegarem carros não cadastrados, enquanto são abordados pelos motoristas avulsos, chamados de "miões" pelos outros, pois costumam "miar" nos ouvidos dos passageiros, alegando que cobram tarifas menores e são homens de confiança.

Os motoristas do lado de fora dizem que a quantidade de táxis cadastrados no aeroporto é pequena para atender a demanda de passageiros. "Tem hora que chegam três ou quatro voos de uma vez e fica uma fila de até 30 pessoas esperando táxi. Mesmo quando os passageiros embarcam nos nossos carros ainda fica faltando veículo para atender todo mundo", explica o taxista Rosenilton de Lima, 52 anos. Ele diz que faz ponto na região há 25 anos, mas não foi selecionado pela prefeitura. "No começo, eles disseram que a gente ia entrar. Fizemos cadastro e tomamos até vacina contra febre amarela, mas depois a PCR colocou só motorista com carro novo e do conhecimento deles".

O tesoureiro da Disk Taxi, Gervásio Belarmino, auxiliou a PCR na seleção e conta que, na época, os candidatos tinham que fazer um teste sobre conhecimento dos pontos turísticos do Estado, ter um carro novo e nenhum ponto na carteira de motorista. Hoje, as exigências não são mais as mesmas. "A Infraero nunca conseguiu acabar com os táxis que ficam do lado de fora. É uma briga difícil de desmanchar. O aeroporto é o melhor ponto da cidade", acrescenta Gervásio Belarmino.

Segundo os taxistas, o bom de rodar no aeroporto é a alta probabilidade de levar passageiros para cidades como Caruaru, para as praias do Litoral Sul e até para João Pessoa, na Paraíba. As viagens são bem mais lucrativas do que as corridas dentro da cidade, onde o gasto de combustível é maior. A ironia de rodar no ponto do aeroporto é que muitos taxistas "irregulares" ganham mais do que aqueles que são cadastrados. Boa parte dos que ficaram de fora da lista tem carro próprio e não paga a comissão do dono do veículo. Eneilton de Almeida, 45 anos, taxista cadastrado na tarifa comum fica com apenas 33% do faturamento do táxi. Ele está no aeroporto há dois anos e deixou o trabalho como caminhoneiro para ficar mais perto da família. O salário gira em torno de R$ 1.500 a R$ 1.700 por mês. Para se ter uma ideia, Rosenilton de Lima, fatura cerca de R$ 3 mil por mês.

"Tem dia que é bom porque consigo viagem e dá pra levar mais dinheiro pra casa. Mas é difícil. O pior daqui é a carga horária", reclama Eneilton Almeida. Ele trabalha das 7h às 19h, dia sim, dia não. Conseguiu um ponto no aeroporto através do sobrinho, que trabalhava para um dos diretores da cooperativa. O proprietário do veículo dirigido por Eneilton tem mais um carro rodando no ponto do aeroporto com outro motorista. Um taxista do aeroporto, que preferiu não se identificar, disse que tem gente com cinco ou seis carros rodando com diversos motoristas no local. Os taxistas do lado de fora conseguem ganhar o passageiro sobretudo quando ele vai para outras cidades. Para levar alguém para Caruaru ou João Pessoa, eles cobram R$ 150. A tarifa especial para essas duas cidades sai por R$ 251. Os preços cobrados para levar o passageiro para alguns bairros também é salgado. Casa Forte fica por R$ 48 na tarifa especial. Bairro Novo, em Olinda, por R$ 59.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Máfias de táxis loteiam áreas públicas no Rio e em São Paulo

11/10/2010 07h32 - Bom Dia Brasil

Uma reportagem do Fantástico revelou esquemas de corrupção na disputa por pontos de táxi. Quem deveria aplicar a lei se beneficia diretamente. O suborno é às claras e envolve muito dinheiro.
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Em São Paulo, há 32 mil alvarás para táxi. A prefeitura não libera mais novas licenças. Um mercado negro cresce à margem da lei.

Produtor - O proprietário tem que fazer para mim uma doação?
Homem - Lá ninguém pode falar em dinheiro. Se falar em dinheiro lá, os dois perdem.
Produtor - Não pode falar em dinheiro?
Homem - Lá simplesmente ele está saindo e você está entrando.

“Se o departamento de transporte público de São Paulo constatar que alguma irregularidade dessas, existem as penalidades, que vão de multa até a cassação do alvará ou daquela autorização para conduzir táxi”, informa Eliziário Barbosa, do Departamento de Transportes Públicos – SP.

No Rio de Janeiro, muitas irregularidades. Cooperativas dominam pontos e impedem taxistas de pegar passageiros. É o que acontece no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

“Só carro do aeroporto. Pode passar só do lado de fora”, diz um homem.

No maior shopping da zona sul, o ponto de táxi também foi loteado, apesar de ser uma área pública.

Homem - Aqui é um ponto, está ligado? Estão dois taxistas aqui do ponto. Tu pode até aguardar na frente, quando não tem táxi, eu deixo passar tu.
Produtor - Mas é que eu estou querendo entrar no esquema do ponto.
Homem - Tem uma vaga vendendo, cara. Só sei que a vaga para vender está R$ 15 mil.

A rodoviária do Rio de Janeiro é outro ponto dominado pela máfia dos taxistas. Com um agravante: policiais fariam parte do esquema.

“Aqui é fechado, já tem carro demais aí, e daqui a pouquinho nego vai furar teus pneus. O ponto aqui é da polícia. Se ele vir aqui vai te entupir de multa, só vê as multas chegando em casa. A gente paga e ele ainda multa a gente”, informa um taxista.

Na Avenida Rio Branco, centro financeiro e empresarial da cidade, guardas também se beneficiariam dos pontos clandestinos.

Mulher - Aqui não é bem um ponto, é um negócio ilegal. Não dá multa não porque os guardas já conhecem todos. Meus carros têm um símbolo, uma interrogação. Eu conheço por isso. Quando os guardas vêm, já conhece os carros por causa disso.
Produtor - Todo mundo tem essa interrogação, o guarda já sabe e não multa?
Mulher - Já sabe e não multa.

O esquema da propina se repete no Aeroporto Santos Dumont - principal ponto de chegada para quem faz a Ponte Aérea Rio-São Paulo.

Produtor – Quanto que deixo? O mesmo de ontem?
Guarda - Quanto foi que você deixou?
Produtor – R$ 20. Melhor te entregar no carro?
Guarda – Não. Você deixa na mão e entrega.
Produtor – Já tenho separado. Vou deixar no banquinho.
Guarda – Não
Produtor – Vou amarrar o tênis e colocar aqui. Está garantido. Não vou ter multa?

No fim, o guarda recolhe o dinheiro e esconde dentro da meia. O subsecretário de transportes do Rio de Janeiro disse que é difícil fiscalizar os pontos de táxi.

“Quando a fiscalização está lá, essa privatização não ocorre, basta a fiscalização se ausentar, e volta a ocorrer. Não existe ponto privativo de cooperativa A, B ou C ou qualquer pessoa que se nomeie dono de cooperativa”, justifica o subsecretário de Transportes – RJ, coronel Eduardo Frederico Cabral.

O subsecretário de transportes do Rio de Janeiro disse também que é preciso ter provas que evidenciem um desvio de conduta do guarda municipal que apareceu colocando dinheiro na meia para que haja punição.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Paraná tem seu primeiro táxi elétrico

Webtranspo - 01/10/2010 - 

Novo sistema passa por testes de viabilidade
Nesta semana, o governo do Paraná colocou em circulação, em São José dos Pinhais, o primeiro táxi elétrico do Brasil. O veículo atenderá os usuários do Aeroporto Afonso Pena, onde a Copel instalou o primeiro ponto de para recarga para automóveis elétricos, chamado de eletroposto.
“Mais uma vez, o Paraná sai na frente. Esse veículo elétrico é o primeiro de uma frota limpa. Lançamos aqui uma tendência que, esperamos que dentro em breve, se estenderá a ônibus, vans e carros de passeio”, disse o governador Orlando Pessuti.
O carro elétrico que passa a ser testado como táxi é um projeto que envolve estudos conjuntos da Copel, Itaipu Binacional e Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec).
Com as baterias totalmente carregadas, o automóvel possui autonomia para rodar 150 quilômetros. São necessárias oito horas para a recarga total, mas o eletroposto da Copel também permite cargas rápidas, realizadas em 30 minutos. Um dos objetivos dos testes é desenvolver tecnologia para que o tempo de recarga total não ultrapasse cinco minutos.
Ainda não há custos definidos para a energia disponível no eletroposto, mas estima-se que a carga cheia custe entre R$ 5 e R$ 8. Para a recarga do veículo, o motorista usa um cartão pré-pago desenvolvido pelo Lactec, que libera o crédito para a energia. “Logo, o motorista poderá o abastecer o automóvel com energia, e o débito será lançado na conta mensal da Copel”, adiantou Pessuti.
“Este projeto mostra que nossa capital tem condições não apenas de sediar jogos da Copa, mas também de desenvolver uma infra-estrutura avançada na área de energia, tanto com os eletropostos quanto com a implantação de uma rede inteligente de energia, o chamado smart grid”.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SP prorroga autorização para táxis nos corredores de ônibus



Quarta, 29 de setembro de 2010, 18h06 Atualizada às 18h13 - Terra

A Secretaria Municipal de Trânsito de São Paulo renova nesta quinta-feira a autorização para a circulação de táxis nos corredores de ônibus da Capital. O objetivo é reduzir os congestionamentos nas principais vias da cidade. A norma vale até 31 de março de 2011.

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A secretaria informou que apenas táxis que estejam transportando passageiros podem se valer da norma. Os veículos não devem usar película de escurecimento dos vidros, que dificulta a visualização do interior do carro pela fiscalização.

Também será renovada a autorização para que veículos de passeio circulem nos corredores de ônibus nos finais de semana ( das 15h do sábado às 4h da segunda-feira), feriados (da meia noite às 4h do dia seguinte) e madrugadas (das 23 às 4h).

A autorização para o uso de corredores em períodos ociosos foi determinada pela primeira vez em 2005 e, desde então, sua renovação tem sido feita sistematicamente. Quem utilizar a faixa exclusiva de ônibus em período não permitido deve responder por infração grave, com cinco pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 127,69.

Os corredores de ônibus liberados para o tráfego são: Pirituba/Lapa/Centro, Inajar/Rio Branco/Centro, Campo Limpo/Rebouças/Centro, Santo Amaro/Nove de Julho/Centro, Jardim Ângela/Guarapiranga/Santo Amaro, Capelinha/Ibirapuera/Centro, Parelheiros/Rio Bonito/Santo Amaro, Itapecerica/João Dias/Centro e Paes de Barros.

http://noticias.terra.com.br/transito/interna/0,,OI4707999-EI11777,00.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aeroporto de Congonhas terá táxi de luxo, com tarifa maior


19/8/2010
Folha de S.Paulo

Nas próximas semanas, a fila de táxi no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, terá uma nova opção.
          
Com tarifa 50% maior-e filas, provavelmente, mais curtas- táxis de luxo começarão a parar em um ponto instalado no local.
          
O ponto, com quatro vagas, foi autorizado pela prefeitura em abril e, agora, o Departamento de Transportes Públicos está finalizando o edital para sortear 20 taxistas que poderão atuar ali.
          
Na capital, existem hoje cerca de 150 taxistas cadastrados na categoria. Augustinho Ribeiro, 55, é um deles.
          
Trilíngue, ele dirige um Ford Fusion 2008, com GPS, poltronas de couro e vidros escuros. Aceita todos os cartões de crédito e débito e agenda corridas com seu celular BlackBerry.
         
Em troca das comodidades, o cliente paga uma tarifa 50% maior que em um táxi comum. Em relação ao especial, desembolsa 20% a mais.
          
O celular toca e, em inglês, Ribeiro fecha uma corrida até Jaguariúna (135 km de SP) por R$ 500. No táxi comum, a viagem custaria R$ 335.
         
Segundo o taxista, o perfil mais comum de seus clientes é de executivos, boa parte estrangeiros, em SP para negócios, que querem senti-lo como seu motorista particular.
          
São mais reservados e gostam da privacidade dos vidros escuros para usar o laptop. No entanto, podem ser também pessoas apressadas, dispostas a pagar mais para evitar as filas maiores.
          
Há 15 minutos na fila do táxi especial, o executivo Ricardo Garcia, 42, diz que está com pressa e pagaria pelo táxi de luxo se ele estivesse ali.
          
Já o economista Ricardo Haak, 35, aguarda na fila do táxi comum e afirma que não pagaria a mais pelo serviço de luxo. "A fila anda rápido, gasto só 10 minutos aqui."

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Achar Táxi Amigão é cada vez mais difícil






Dos 37 pontos visitados pela reportagem, 24 estavam vazios ou serviam de estacionamento; 234 motoristas já deixaram o programa

10 de agosto de 2010 | 0h 00 - O Estado de SP

Os carros do Programa Táxi Amigão estão sumindo das ruas paulistanas oito meses após a Prefeitura lançar o projeto. Entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado passado, a reportagem visitou os 37 pontos do serviço no centro e em bairros nobres da cidade. Vinte e quatro deles estavam vazios ou serviam de estacionamento para veículos comuns. Outros três, em Moema, no Itaim-Bibi e na Vila Madalena, deixaram de existir.
O Amigão começou a valer em 4 de dezembro de 2009 e tem o objetivo de incentivar motoristas a não dirigirem embriagados. Ele prevê a redução de 30% na tarifa das corridas nas noites de sexta-feira, sábado e véspera de feriados. Para verificar o funcionamento dos pontos, a reportagem entrevistou trabalhadores de estabelecimentos comerciais próximos a eles e permaneceu pelo menos 10 minutos em cada endereço.
"Só para um taxista aqui. Ele fica meia hora e vai embora", disse o manobrista Jhonattan Augusto de Oliveira, de 18 anos. Ele se referia ao ponto no início da Alameda dos Pamaris, em Moema, zona sul. O quadro era semelhante na Rua Canário. "Nunca vi esse Táxi Amigão", disse o atendente Gilson dos Reis Santos, de 35 anos.
Na Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, em Pinheiros, zona oeste, as vagas do ponto eram preenchidas por um Golf preto e uma caçamba. O problema se repetia na Rua Vupabussu. "Nunca tem (Táxi Amigão). A maioria dos clientes pede táxi e tenho de ir até a Av. Pedroso de Morais para chamar ", reclama Almenes Santana, de 29 anos, porteiro do restaurante Le Petit Trou.
No Itaim-Bibi, zona sul, o que deveria ser um ponto de Táxi Amigão na Rua Joaquim Floriano, 123, virou estacionamento de carros particulares. A placa foi roubada há duas semanas, segundo um guardador de carros. "É um ponto inútil. Nunca para táxi aqui. Como não tem fiscalização, alguns motoristas estacionam", disse o rapaz, que não quis se identificar.
Perto dali, na Rua Manuel Guedes, o ponto era utilizado por um taxista que não aderiu ao programa. "Não tem posto de gasolina amigão, mecânico amigão, pneu amigão. O cara vai para o bar, paga R$ 7 numa lata de cerveja e quer economizar com táxi?", reclamou o motorista, sem se identificar.
Nos pontos, era comum flagrar táxis sem a identificação do Amigão: o luminoso verde e os adesivos fixados no para-brisa e no vidro traseiro. A maioria dos motoristas alegou ter esquecido de ambos.
A Secretaria Municipal de Transportes informou que 234 taxistas saíram do programa, todos motoristas de frota. Ao deixarem as empresas, eles são desligados do Amigão. Hoje, há 2.569 taxistas credenciados. No total, são 80 pontos.

COMO FUNCIONA
Horário
O desconto é oferecido por taxistas credenciados das 20h às 6h às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados.
Identificação
Os táxis cadastrados no programa circulam com o luminoso
verde e o símbolo do Amigão no para-brisa e no vidro traseiro.
Tarifa
Deve ser cobrado o valor da bandeira 1: R$ 2,10 por quilômetro rodado. Nos táxis comuns vale a tarifa da bandeira 2, de R$ 2,73 por quilômetro rodado.

Retorno financeiro não se concretizou, dizem taxistas
Para taxistas, a adesão não deu o retorno financeiro esperado pois não há demanda suficiente para compensar o desconto.
"Não há divulgação. A Prefeitura criou um programa que ninguém conhece", observa o taxista Amauri Félix de Araújo, de 45 anos. "Financeiramente, não está mais valendo a pena", diz Sérgio Ricardo Custódio, de 47 anos.
Os motoristas dizem que a Prefeitura não cumpriu promessas como a prioridade em sorteio de alvarás. A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) afirmou que prometeu o sorteio de vagas em 62 pontos, e não de alvarás.
"O taxista só vai dar o desconto se tiver vantagem. E o cliente não cobra porque não acredita no programa", diz Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo. 

sábado, 7 de agosto de 2010

Insatisfação com o serviço prestado por taxistas gera uma queixa a cada 4 horas

07.08.10 às 02h54 - O Dia


Taxímetro adulterado e descortesia dos motoristas são falhas apontadas. Maus condutores podem perder permissão, alerta prefeitura

Rio - Mau comportamento e cobranças indevidas tornaram os taxistas cariocas o alvo preferido das reclamações recebidas pela prefeitura neste ano. No primeiro semestre, foram 203 denúncias em média por mês, ou uma reclamação a cada quatro horas. No mesmo período de 2009, a média mensal foi 189 — 14 queixas a menos. Com a intensificação da fiscalização em março, o número de punições a motoristas de praça subiu, mas a reação dos passageiros revela que, para o serviço melhorar, ainda há um longo caminho a percorrer.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Fila de táxis no Aeroporto Santos Dumont, no Centro: terminal é um dos pontos de fiscalização da Subsecretaria de Fiscalização de Transportes | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
administrador paulista Ciro Ronchizel, 36 anos, vem sempre ao Rio e recentemente teve péssima experiência num amarelinho: teve de pagar R$ 20 por corrida de só 2,3 km, do Aeroporto Santos Dumont à Cinelândia, no Centro.

“Falei para o taxista que fazia o mesmo caminho toda semana, pagando só R$ 9, mas não adiantou. O taxímetro parecia estar adulterado. É um absurdo”, desabafou, lembrando que, apesar da maior tarifa cobrada em São Paulo, a qualidade do serviço lá é superior.

A falta de cordialidade no atendimento e cobranças extorsivas encabeçam a lista de denúncias feitas à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Transportes (2286-8010). Em média, são seis queixas por dia. Todas são encaminhadas à Controladoria, que adverte o motorista. Os reincidentes podem perder a permissão. “É importante o usuário fornecer o máximo de dados possíveis para podermos agir”, ressaltou o subsecretário de fiscalização de Transportes, Eduardo Frederico Cabral.

Segunda-feira, o Detran abre as inscrições de curso de capacitação para taxistas, conforme O DIA anunciou terça. Visando ao treinamento dos profissionais para receber turistas na Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, o objetivo é melhorar a relação com o passageiro. Nas ruas, a Subsecretaria de Fiscalização, criada em fevereiro, tenta frear as irregularidades com operações diárias em cartões-postais, Rodoviária Novo Rio, aeroportos, Quinta da Boa Vista e Lapa à noite e nos finais de semana. 

De março até dia 5, 30% dos 2.519 veículos vistoriados foram apreendidos ou lacrados. Os fiscais detectaram, principalmente, ausência do Certificado de Licenciamento e atuação de piratas.

A ação de cooperativas piratas também preocupa. O vice-presidente da Comissão de Transportes da Alerj, deputado Dionísio Lins, vai solicitar à PM e ao Detran a realização de blitzes-relâmpago para identificá-las e fechá-las. A direção do Sindicato dos Taxistas do Município não foi localizada para comentar o caso.

Teste de direção no Autódromo e passeio a cartões-postais 


Situações de perigo vividas pelos motoristas no dia a dia do trânsito carioca serão reproduzidas nas aulas de direção defensiva do curso “Táxi! Corrida para o futuro”, que o Detran inicia no próximo dia 16. A perícia e a habilidade dos profissionais serão colocadas à prova nas pistas do Autódromo de Jacarepaguá, onde será montado circuito com obstáculos.

O teste será uma das últimas etapas do curso, previsto para terminar no fim de dezembro. As aulas teóricas serão de Legislação de Trânsito e Inglês. Os alunos ainda serão levados para um passeio pelos principais cartões-postais do Rio, onde poderão aprender noções básicas de Turismo. A relação de pontos a serem visitados está sendo fechada pela Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio (Faetec), que apoia o projeto com a Uerj.

“O curso vai contribuir não só para recebermos melhor os visitantes na Copa e nos Jogos Olímpicos, mas também para termos um trânsito mais seguro e um serviço de táxis com mais qualidade”, observou a coordenadora de Educação do Detran, Janete Bloise, que estuda a possibilidade de, a partir do ano que vem, apresentar proposta para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) torná-lo obrigatório.

Por enquanto, a inscrição é voluntária e gratuita. São oferecidas 100 vagas. O regulamento está disponível no portal www.detran.rj.gov.br.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Além de PMs, agentes são acusados de participação em máfia de taxistas no Tom Jobim

CORRUPÇÃO


Publicada em 02/08/2010 às 23h02m
Selma Schmidt - 02/08/2010 - O Globo
    RIO - Um motorista de táxi comum, não filiado às cooperativas Aerocoop e Aerotáxi, buzina e joga R$ 20, embrulhados num papel com o número da placa de seu carro, no canteiro do lado esquerdo do setor de embarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim. O ritual faz parte do esquema de propina montado no local de dia e à noite e revelado ao GLOBO pelo taxista X., que tem o nome preservado por razões de segurança. Ali, na madrugada de 7 de julho, Kleber Luís Oliveira da Rosa foi agredido por outros taxistas após deixar passageiros e tentar fazer outra corrida. Segundo X., o esquema envolve guardas municipais e PMs, embora o taxista garanta que nem todos os agentes e policiais no aeroporto participem dele. Um guarda, que também é motorista de táxi, seria um dos quatro (dois de dia e dois à noite) controladores da caixinha.
    De acordo com X., cerca 50 taxistas têm que pagar, todos os dias, R$ 20 para esperar passageiros em pontos informais no setor de embarque dos terminais 1 e 2, para não serem multados em 120 Ufirs (R$ 242) por estacionamento em local proibido nem perderem cinco pontos na carteira de habilitação. Taxistas que aparecem no local eventualmente, apenas para fazer uma corrida, desembolsariam R$ 5. Nos dois turnos, seriam recolhidos, por dia, pelo menos mil reais de propina, valor pouco inferior aos salários iniciais de um guarda municipal (R$ 1.171,14, incluindo adicional de risco) e de um PM (R$ 1.402,51, com gratificação).
    - Os amarelinhos que não são da Aerotáxi e da Aerocoop conseguem cinco, seis corridas por dia. Em média, fazem entre R$ 150 e R$ 250 e, às vezes, têm que deixar mais de 10% de caixinha para poder trabalhar - conta X.
    No setor de desembarque dos dois terminais, há placas delimitando vagas para táxis especiais e comuns. Oficialmente, a Secretaria municipal de Transportes informa que não há exclusividade para estacionar nessas vagas. Na prática, no entanto, nos espaços destinados aos táxis convencionais só entram os 176 cooperativados da Aerocoop e os 192 da Aerotáxi.
    Infraero diz só controlar especiais
    Os presidentes das duas cooperativas negam que haja caixinha e alegam que o direito de parar ali foi dado a eles pela Infraero. Segundo o superintendente no Tom Jobim, André Luis Marques de Barros, a Infraero não emite selos para os para-brisas e possui apenas um cadastro informal dos filiados das duas cooperativas. Ele acrescenta que a Infraero tem contrato apenas com cinco empresas de táxis especiais (Coopatur, Coopertramo, Cootramo, Transcoopass e Transcootur) para que mantenham balcões dentro do aeroporto, tendo cadastrado seus 1.111 motoristas. Ainda haverá licitação para abrir espaços também para cooperativas de táxis comuns
    Leia a íntegra desta reportagem em O Globo digital (disponível somente para assinantes)
    Leia mais:Tabela de preços cobrados pelos taxistas no Rio
    Taxi Convencional

    segunda-feira, 14 de junho de 2010

    Fiscalização reprova maioria dos táxis do Aeroporto Santos Dumont, no Rio



    14/06/2010
    Quase 80% dos táxis que atuam nas proximidades do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, e que foram fiscalizados na última sexta-feira pela Subsecretaria de Fiscalização de Transportes (SubF) foram reprovados devido a má conservação do veículo, como pneus carecas e carrocerias danificadas, entre outros problemas.
    Dos 18 veículos fiscalizados no local, somente quatro foram aprovados e puderam continuar a circular transportando passageiros. A SubF alerta que todos os veículos que foram penalizados nas avaliações só poderão voltar a transitar pelo município após terem os seus problemas solucionados e serem submetidos a uma nova vistoria da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), como também destaca a importância de que é preciso que os condutores estejam atentos aos prazos da vistoria regulamentar da SMTR.
    Neste início de mês, além do Aeroporto Santos Dumont, também foi alvo de ações de fiscalização pela SMTR nesta modalidade de transporte a Rodoviária Novo Rio, os Arcos da Lapa e as avenidas Radial Oeste, no Maracanã, e Rui Barbosa, no Flamengo. Em cinco operações direcionadas a flagrar possíveis irregularidades em táxis que atuam nestas localidades, entre os dias 2 e 11 de junho, a SubF fiscalizou 174 veículos e reprovou 60 deles, o que significa que 65% dos táxis fiscalizados no mês, até o momento, foram retirados de circulação.
    Fonte: Agência Rio

    quinta-feira, 10 de junho de 2010

    Taxistas aprenderão inglês em Manaus



    Aeroporto da cidade oferece curso a motoristas
    Treinamento será aplicado para três turmas

    A Infraero em parceria com o Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas) desenvolveu o curso “Qualificação Profissional em Inglês Funcional para Taxistas”, que será promovido pelo Aeroporto Internacional de Manaus/ Eduardo Gomes (AM).

    Segundo a empresa, o objetivo do curso é preparar esses profissionais para melhor atender aos turistas estrangeiros que chegam ao aeroporto da capital. Serão ministradas duas aulas semanais, atendendo inicialmente 83 taxistas que atuam no complexo aeroportuário.
    Divididos em três turmas, os alunos terão que cumprir uma carga horária de 100 horas/aula. O taxista Frankimar de Souza Barros considerou que o aprendizado de uma segunda língua possibilita melhorar o atendimento aos turistas.
    “Muitas vezes somos as primeiras pessoas que o visitante tem contato após o desembarque, por isso um bom receptivo faz toda a diferença, pois a primeira impressão é a que fica”, diz Barros.
    Rubem Ferreira Lima, superintendente do aeroporto, relatou que a iniciativa é extremamente positiva também para as demais atividades desenvolvidas no complexo aeroportuário. “O curso nos possibilitará oferecer um atendimento de melhor qualidade ao número crescente de visitantes, como também na preparação da Copa de 2014”, afirma