terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Rio de Janeiro, Terça-feira de Carnaval

09/02/2015 - Grupo Facebook COPACABANA ALERTA

‎Por Claudia Fassh‎

No domingo, minha filha pegou um táxi na Visconde de Pirajá, depois da Banda de Ipanema, com destino a Bolivar. 1 quarteirão depois, 1 rapaz com uma pequena mala, fez sinal para o táxi, que prontamente parou. Foi oferecido 90,00 para ser levado até o Santos Dumont. O taxista simplesmente pediu que minha filha saísse do carro. Ela tem 17 anos,mas é inexperiente em situações desse tipo. Resumindo, foi deixada numa rua pouco movimentada , assustada e com outros táxis lotados. Meu marido teve que ir buscá-la. 

Viva o Uber !!!!'

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Serviço de transporte privado Uber começa a operar em Goiânia

29/01/2016 - G1 GO

A empresa de tecnologia Uber vai começar a atuar em Goiânia nesta sexta-feira (29). Na capital, deve ser implantado o serviço do uberX, no qual o motorista oferece carros com quatro portas, ar condicionado e com menos de sete anos de uso. O valor mínimo da corrida é de R$ 6. O serviço estará disponível a partir das 14h.

Para solicitar, o usuário precisa ter o aplicativo instalado no celular e informar sua localização. O próprio Uber identifica o motorista mais próximo e envia o nome e foto do condutor, a média da nota dele no aplicativo, modelo e placa do carro e também é possível estimar o valor da viagem. O motorista só tem informação sobre a localização do passageiro após aceitar a corrida.

O valor a ser cobrado pelo serviço tem uma base de R$ 2,50 pela chamada, mais os valores de percurso e tempo de corrida. Todos os pagamentos são feitos pelo cartão de crédito do usuário, que já é cadastrado no perfil dele no aplicativo. A Uber fica com 25% do valor de cada corrida e o restante fica com o motorista.

Ao final da viagem o usuário avalia o condutor e como foi a experiência. O passageiro também recebe um e-mail com todos os detalhes do trajeto. Para se manter no aplicativo, o motorista precisa ter uma avaliação de, no mínimo, 4,7 estrelas, sendo a máxima 5. Se o condutor tiver nota abaixo desse número, ele recebe feedbacks da própria empresa para melhorar. Se isso não acontecer, ele é excluído da plataforma. A nota média dos motoristas no Brasil é de 4,85.

A gerente de marketing Carolina Pajaro, de 30 anos, contou que já usou o aplicativo em outras cidades. "A praticidade, a segurança é a qualidade do serviço. O motorista abre a porta para você, te pergunta qual música você gostaria de ouvir, se a temperatura está adequada”, afirmou.

Carolina contou ainda que há cerca de um ano sofreu um acidente de trânsito, do qual ainda está se recuperando. Desde então, usa táxi diariamente para ir a todos os lugares.

"O serviço não é bom. Os carros são muito ruins, muitos taxistas não têm comportamento adequado no trânsito, não se preocupam muito com o cliente. Na última semana, no entanto, eu tenho notado um movimento diferente, alguns já se mostraram mais cuidadosos com a vontade do passageiro. Acredito que a tendência [com o Uber] é aumentar a competitividade, o que é muito saudável já que o mercado hoje é muito amador”, avaliou.

A psicóloga Ana Elizabeth Pícolo afirmou que também acredita que a chegada do Uber em outras cidades inspirou mudanças no serviço de táxi. "Acho que é uma concorrência saudável e funciona, pois não prejudica os taxistas. O usuário quer conforto e segurança para chegar ao destino. Tem esse lugar para o Uber em Goiânia, é uma cidade grande”, comentou.

Concorrência desleal

O taxista auxiliar Eudione Souza, de 25 anos, afirma que a concorrência não é justa. "Acho que seria bom para os clientes, a população, mas é uma concorrência desleal conosco, taxistas, que pagamos tantos impostos para realizar nosso serviço”, afirmou.

O também taxista Lucas Costa Oliveira, de 22 anos, concorda com o colega. "Não é justo porque não tem regulamentação, não tem fiscalização. Para alugar um carro de alguma cooperativa de táxi pagamos até R$ 190 para ficar 24h com o veículo, sem falar em combustível, alimentação”, disse.

No entanto, Oliveira reconhece que a categoria precisa passar por melhorias. "Acho que precisamos de mais qualificação, ter jornadas de trabalho menos intensas e mais estrutura para trabalhar, como locais com banheiros”, analisou.

O taxista permissionário José Maria Barbosa, de 46 anos, relatou que ainda tem dúvidas sobre a regulamentação do Uber. "Se um acidente acontecer, como fica? O seguro pode não aceitar. Nós somos regularizados pela prefeitura, mas e eles? O serviço de táxi já é um trabalho de confiança, que existe há muitos anos e a população já conhece. Mesmo assim, pode fazer com que o serviço de táxi seja mais profissional, melhor qualificado”, ponderou.

Motoristas certificados

O diretor de comunicação da Uber no Brasil, Fábio Sabba, explica que para se tornar um motorista cadastrado na plataforma a pessoa precisar ter permissão para dirigir como atividade remunerada e fornecer duas certidões de antecedentes criminais, nos âmbitos estadual e federal.

 "Nós fazemos uma checagem dos antecedentes de todos os interessados e ainda checamos em todos os diários oficiais do Brasil para saber se a pessoa realmente não tem nenhum processo criminal aberto contra ele. Além disso, todas as viagens são rastreadas por GPS e o usuário pode enviar, a através do aplicativo, um link para quem ele quiser, que permite que essa pessoa acompanhe o trajeto e saiba o tempo que ele vai levar até o destino”, pontuou.

Para ser cadastrado na plataforma o condutor também precisa ter toda a documentação do veículo em dia e um seguro que cubra ele e o passageiro, em caso de acidentes, com valor mínimo de R$ 50 mil. As avaliações dos passageiros também são uma forma de "fiscalizar” a qualidade do serviço prestado.

"Essas notas e toda essa responsabilização, de saber com que está indo, com quem para onde também faz com que o motorista pense como um empreendedor, ele é como o dono de uma venda que sabe que se ele atende bem, o cliente vai voltar. Então ele sempre procura atender bem, mais gente deixa de usar carro, o mercado cresce e ele ganha mais dinheiro”, afirmou.

Sabba comentou ainda que os horários de trabalho são estipulados por cada motorista e eles só pagam a porcentagem para a empresa se trabalharem. "Alguns veem o Uber como uma opção para complementar renda e trabalham poucas horas por dia, outros que estão planejando algum gasto maior e querem juntar dinheiro para um fim especifico têm horários mais curtos e, também, aqueles que fazem turnos mais longos, como um trabalho", disse.

Legalidade

O diretor esclareceu ainda que o serviço prestado pela empresa é legal e previsto pela Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNUD) número 12.587/12, na qual o aplicativo Uber é considerado um serviço de transporte privado. Ainda conforme Sabba, em muitas cidades onde o Uber já existe estão sendo criadas novas medidas para regularizar o tipo de serviço oferecido pela empresa.

O G1 tentou entrar em contato com a prefeitura de Goiânia para saber se existia alguma proposta de regulamentação do serviço, mas as ligações não foram atendidas e o e-mail enviado não foi respondido até a publicação desta reportagem.

Espaço

Fábio Sabba afirmou, ainda, que existe muito espaço para o Uber na capital goiana. "Notamos que, em Goiânia, tem muita gente que tem carro e muita gente que já tem o aplicativo e usa em outras cidades, ou até que já baixou, mas porque está esperando sair aqui”, afirmou.

Goiânia é a sétima cidade a receber o serviço, depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Campinas. Conforme Sabba, a empresa avaliou número de motoristas interessados em se tornar parceiros e a quantidade de pessoas que já têm o aplicativo.

No entanto, a empresa não divulgou número de carros ou de usuários da capital goiana. No Brasil, existem 10 mil motoristas cadastrados e mais de 1 milhão de pessoas que têm o aplicativo desde que a empresa chegou ao país, em 2014.

"O mercado que a gente cria é de pessoas que deixam o carro em casa e começam a usar o Uber porque é mais cômodo, mas confortável e mais barato. No nosso site o usuário pode calcular, com base no que ele gasta com o carro e quantos quilômetros ele roda, se é mais vantajoso ou não ele usar o serviço”, completou o diretor.